Instagram Valoriza Bastidores Mais que Conteúdo Muito Produzido, Diz Executiva da Meta

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Resposta direta: sim, bastidores no Instagram performam mais que conteúdo muito produzido. Segundo Eva Chen, VP de parcerias de moda da Meta, em entrevista à Vogue Business publicada em 8 de setembro de 2026, as marcas que mais crescem hoje documentam processo e versão inacabada em vez de só publicar campanha pronta e polida. Mais de 50% do tempo dos usuários no Instagram já é gasto em Reels, e vídeo cru de bastidor costuma reter mais atenção do que o vídeo final editado.

Chen passou 11 anos observando como marcas de moda usam a plataforma, e resume assim a mudança: a audiência já viu o outdoor bonito, já viu a campanha estúdio. O que ela não viu, e o que prende atenção agora, é o processo por trás.

Por que bastidores no Instagram rendem mais que conteúdo produzido, segundo a Meta

O exemplo que ela mais cita é o vídeo de bastidor de casting da Coperni com a modelo Bella Hadid, que segundo ela performa melhor que o vídeo oficial do desfile, “porque parece mais íntimo, não polido”. A explicação dela: o usuário do Instagram hoje tem um “detector de artifício” muito apurado, e prefere algo real a algo editado e ensaiado demais.

“Toda fibra do ser de quem trabalha com marca foi treinada pra criar a campanha ou a foto editorial perfeita, mas não é pra isso que serve o Instagram”, diz Chen. Pra ela, o papel da plataforma não é repetir o que a marca já mostrou em mídia paga ou vitrine, é criar uma conexão mais direta, de um pra um, com quem já viu o produto pronto em outro lugar.

Por que isso vale além da moda

A entrevista é sobre marcas de moda e luxo, mas o dado central (mais da metade do tempo no Instagram hoje é em Reels) é comportamento da plataforma inteira, não só do nicho fashion. O princípio se traduz bem pro tipo de negócio que a gente atende todo dia: óticas, clínicas, indústria, ecommerce, prestadores de serviço B2B. Pra esses negócios, “bastidor” não é ensaio fotográfico de making-of, é coisa mais simples: o processo de montagem de um óculos, a rotina de atendimento, a resposta a uma dúvida real de cliente, o produto saindo da linha antes da embalagem. Não precisa de produção grande pra funcionar, precisa é ser real.

Reels sem intro lenta: o erro mais citado por ela

Chen aponta um erro específico e recorrente: começar o Reels com uma introdução lenta que escurece a tela até aparecer a logo, um recurso que funciona bem em anúncio, mas que “faz você perder a pessoa em segundos” num Reels. A recomendação dela é direta: comece pela ação, sem intro. Os exemplos que ela cita como referência de moda (prova de roupa, esboço de peça, vestido inacabado) têm o mesmo princípio que vale pra qualquer setor: mostrar o meio do processo, não o anúncio do processo.

Isso conecta com outra mudança recente do Instagram

Na mesma semana dessa entrevista, o Instagram também reforçou as regras de rótulo pra perfis com pessoa gerada por IA, trocando o antigo aviso “criador de IA” por um rótulo mais explícito, “perfil gerado por IA”. Chen comenta essa mudança na mesma entrevista: pra ela, o motivo é o mesmo que torna bastidor valioso, o usuário quer saber quando está vendo algo feito por uma pessoa de verdade, e vai buscar mais conteúdo humano à medida que a IA deixa a imagem editada barata e abundante.

Checklist de bastidor semanal

  • Três cenas curtas de bastidor por semana (processo, atendimento, produto sendo feito)
  • Uma dúvida real de cliente respondida em vídeo
  • Uma prova concreta por semana (resultado, produto pronto, depoimento)
  • Reels sem intro, primeira cena já é ação
  • Reaproveitar o material que mais retém atenção como anúncio depois, não o contrário
Infográfico com o checklist de bastidor semanal para o Instagram: 3 cenas de bastidor, 1 dúvida respondida, 1 prova concreta e reels sem intro

Vale usar esse material bruto pra testar o que engaja de verdade antes de investir em produção grande. E quando um desses vídeos já provar tração orgânica, ele vira candidato natural a virar anúncio, assim como já detalhamos aqui.

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Perguntas frequentes

Bastidores realmente performam melhor que conteúdo produzido no Instagram?
Segundo a Meta, sim. A VP de parcerias de moda da empresa afirma que vídeos de bastidor, mais crus e menos editados, costumam reter mais atenção do que o material final polido, porque passam mais autenticidade.

Preciso de equipamento profissional para gravar bastidor?
Não. O próprio princípio defendido pela Meta é o oposto: o valor está em parecer real, não produzido. Celular e luz natural bastam pra maioria dos casos.

Quanto tempo do Instagram é gasto em Reels hoje?
Mais de 50%, segundo dado citado por Eva Chen na mesma entrevista, o que reforça o Reels como o formato prioritário pra quem quer ser descoberto na plataforma.

Esse conselho vale só para marcas de moda?
A entrevista original é focada em moda e luxo, mas o dado de comportamento (mais tempo em Reels, preferência por conteúdo real) é da plataforma inteira, e o princípio se aplica a qualquer negócio, não só ao setor de moda.

Fonte: Vogue Business, “Fashion’s New Instagram Playbook, According to Eva Chen”, 8 de setembro de 2026.

Luciano Tita

É o cérebro da operação, mas também põe a mão na massa. Tita é o cara que entende de estratégia, conhece o jogo do tráfego e fala a língua do empresário. Não entrega só campanha, entrega visão, resultado e parceria.